Google Nexus One - Day... perdi as contas!
Bem, o título do tópico é "day 1", mas na verdade ele está comigo desde anteontem á noite. Então, porque "day 1"? Porque estou configurando-o neste momento, e só agora ele irá para o batente comigo. Só agora vou poder dizer como ele se comportará em um dia duro de trabalho.
A idéia desse tópico é simples. Existem toneladas de reviews super completos e bem acabados, com fotos, vídeos e um mundo mais de coisas, então não é minha intenção apresentar-lhes o aparelho. O que pretendo, aqui, é passar-lhes minhas impressões pessoais sobre o mesmo, com relação a todos os elementos que forem chamando a minha atenção e, claro, que os amigos forem perguntando. Meus parâmetros são, sempre, os aparelhos que possuo e que possuí. Assim, tenho bem vivas na memória as experiências com o N900 (sistema Maemo), com o iPod Touch 3rd Generations (sistema iOS), com o Touch HD (sistema Windows Mobile), N82 (sistema Symbian S60) e com o BlackBerry Bold (sistema BlackBerry), meus últimos gadgets. Isto posto, vamos às considerações, ao mesmo tempo em que o vou configurando, aqui.
Embalagem
O amigo rbpope enviou o NexusOne como se estivesse vindo diretamente do Google, então não tenho como deixar de comentar sobre a embalagem. A caixinha é bastante sólida e sóbria, toda branca com um "NexusOne" na parte da frente e o logo do Google, embaixo. Bonita mesmo. Agora, a comparação com a caixa do iPhone é inevitável, já que o "estilo" é o mesmo (vc tira a tampa, para cima, e o aparelho já surge, soberano) e a pobreza de acessórios, também. Aparelho, bateria, fone de ouvido, carregador, e refis de silicone para o fone. Pronto, é o que vem com ele, juntamente com manuais do certificado de garantia. Nada da desejada capinha de proteção, por exemplo, a qual terei de comprar á parte. Para mim, bola fora do Google. Mas aqui, confesso, meu padrão de exigência é super alto. Ainda me lembro bem da ótima surpresa que tive ao abrir a caixa do HTC TyTN II, e me deparar com seu conjunto incrivelmente completo de acessórios. Nem mesmo a HTC igualou aquele kit até hoje. Não dá pra esperar que a concorrência o faça.
Design (dimensões, peso)
À primeira vista, confesso, tive un confronto de sensações. A tela me pareceu muito maior e mais bonita do que eu esperava, e esse foi o primeiro ponto que notei. Mas, a seguir, sei lá, fiquei com uma sensação meio estranha... Pra que diabos tem aquela trackball, embaixo da tela? Puxa, o aparelho tem uma das melhores telas capacitivas do mercado, não precisa de outros métodos de entrada de dados. Fica parecendo que colocaram lá só para ficar parecido com o iPhone, sei lá. Esse mistério, confesso, ainda não resolvi. Estranhei, também, o minimalismo de botões. Mas aqui devo dizer que é porque estou acostumado com o N900, com seu teclado físico e vários botões nas laterais, quando pego no iPod me lembro de que essa é a tendência, agora. As quatro softkeys embaixo da tela me lembraram, bastante, o Touch HD. Os dois únicos botões existentes no aparelho (ON/OFF e de volume, na lateral) parecem bem firmes, e não devem dar problemas durante o período de vida útil do aparelho. O mesmo já não digo da trackball. Caraca, porque diabos ela está ali?? Essa sim, passa uma sensação horrível de que, mais dia menos dia, vai dar problema. E essa sensação é horrível... Quanto ao peso, também causa estranheza a quem está acostumado com aquele tijolinho que é o N900, mas aqui, óbvio, é uma surpresa positiva. Ele nem é tão leve que pareça aqueles xing-ling vagabundos, e nem tão pesados que pesem no bolso, como o N900. Pra mim, foi uma equação ideal. Lembrem-se de que gosto de aparelhos mais pesados e maiores. E nesse aspecto ele, pra mim, ficou perfeito, porque encaixou direitinho na minha mão, melhor que o iPod Touch, por exemplo, que por ser fino demais tem uma pegada um tanto estranha, para mim. Este não, cabe direitinho. Gostei demais disso. O acabamento dele também é ótimo, imitando aço escovado, na tampa de plástico, e sendo efetivamente de aço escovado nos detalhes em volta da tela e na traseira. Realmente muito bonito e firme, sem qualquer joguinho ou coisa frouxa. Ok, ok, sem a bateria a tampa traseira parece um pouco folgada, sim, mas uma vez esta inserida, fica tudo muito firme. Perfeito.
Sistema
Aqui ainda não tenho muito que falar, pois estou começando a mexer, como eu disse, agora, enquanto escrevo. Mas algumas coisas que posso adiantar: ele é bem diferente do Android 1.6 do BackFlip. Aquele negócio, por exemplo, de puxar as beiradas da tela para abrir menus, aqui, ficou apenas para a parte superior, onde vc arrasta pra baixo para ver algumas notificações do sistema.. É tudo muito rápido mesmo neste aparelho, transições de tela, abertura de programas, tudo. Parece o iPhone, mesmo. Tem que ver se continuará assim depois que eu instalar aplicativos nele, já que o Maemo, no começo, também era um avião, mas conforme eu fui instalando apps nos desktops foi ficando mais lento... Ah, esse é outro ponto de que gostei, o Maemo tem 4 desktops, o Android 2.2 tem 5. Configuração de WiFi foi tranquila, entrei a senha e pronto. Configurações de rede da operadora, só inseri o chip e foi tudo automático, também, como deve ser com todo smartphone que se preze. Muito bom. Agora, uma coisa que me chamou a atenção no Android, negativamente: ele é muito, mas muito chato mesmo quando offline. Mais do que qualquer gadget que já tive. Por isso que, por exemplo, apesar de estar a 3 dias com ele só agora tenho a oportunidade de configurá-lo. Porque não tenho sinal de internet em casa, nem de celular, aliás. Aqui, algo que me preocupou: o sistema entra o tempo todo na internet para baixar infos e demais dados. Preciso urgentemente achar algum app de medidor de dados pra controlar isso, pois minha franquia é de apenas 250MB. Temo que seja pouco. Isso realmente me assustou, mas vejamos se tem como configurar adequadamente, com o tempo. Abri aqui alguns vídeos e músicas, e foi tudo muito tranquilo, sem qualquer problema, lag ou travamento. Padrão N900, mesmo. Muito bom.
Sincronização com minha conta do Gmail é um show á parte, e nem preciso comentar. Mas é preciso dizer que a primeira é melhor que seja feita no Wifi, por consumir bastante dados. O email parece BlackBerry, incrível. Estou com minha caixa de entrada aberta nesse momento, e acabei de receber dois emails. Apitou no N1 antes de aparecer na janela do browser. Só lembro de ter visto isso no meu Bold, gostei demais mesmo. Contatos, emails, agenda, enfim, tudo já está no N1. Muito rápido mesmo. Se offline o Android é super sem sal, online ele fica um show!! Twitter também sincronizou automaticamente, de forma muito simples. Realmente gostei dessa parte, hehehe
Teclado, pra mim, é uma questão á parte. Sempre gostei mais dos teclados físicos, como os do TyTN II, do Nokia 9500 Communicator e, claro, do N900. Mas nas vezes em que tive aparelhos com teclado embutido no sistema, também gostei do resultado, casos do iPhone, do Touch HD e, agora, do N1. Caramba, a resposta é muito boa, e a digitação muito tranquila. É só deitar o aparelho para as teclas ficarem maiores, e pronto. Nada a reclamar, aqui, padrão iPhone, mesmo (pra mim o melhor teclado de sistema que havia testado até hoje).
Nossa, algo que acabei de perceber aqui: em um dos desktops tem um pequeno widget com a temperatura e a previsão do tempo, ao lado de uma notícia do meu Google Home na internet (legal). Agora, pra minha surpresa, na hora em que abri o widget pra saber de onde era aquela previsão, já estava como Jundiaí, localizado via GPS. Caraca, me impressionou. Agora, mais uma vez, fico preocupado com o tráfego de dados. Tô com um medo danado de estourar minha franquia andando com ele pela rua. Alguém sabe quanto de dados o Android puxa com essas coisinhas, no 3G?
Navegador de internet
Aqui, é o ponto crucial de um smartphone, pra mim. É o app que mais uso, é do que mais dependo e, em última instância, é o que define se ficarei satisfeito com um smartphone, ou não. E gostei do que vi no browser do Android 2.2. O site do Bradesco entrou no modo smartphone, e essa parte achei meio chata, pois gosto mesmo de navegar no formato desktop, como fazia no N900. Mas a conta abriu normalmente, consegui fazer algumas consultar, tudo facilmente, como no smart da Nokia. Na verdade, acho que eles praticamente se equiparam, mas como o N900 abria vídeos do globoesporte.com, coisa que não consegui fazer com o N1 aqui, ainda fico com o browser do N900 como meu preferido, hehehe. Isso, claro, testando o browser do Android apenas agora.
Android Market
Olha, em termos práticos, claro que tem diferenças de títulos, apps que tem para Android e não tem para iPhone e vice versa, mas me pareceu que as duas lojas de apps se equivalem bastante. Muita coisa boa, muita porcaria, também, mas chama a atenção a quantidade de apps free que existem para o Android, bem maior do que existe para o iPhone. Basicamente é possível montar um bom kit de aplicativos no N1 sem gastar um tostão, e isso realmente é muito bacana. Gostei, também.
Câmera
Me pareceu muito competente, também. Nada extraordinário, mas bastante competente. Aqui, novamente, é preciso dizer que estou mal-acostumado com o N900 e o aplicativo chamado BlessN900, que permitia tirar fotos sem quase luz alguma e obter resultados bastante satisfatórios. Ainda não tenho muito que dizer sobre a câmera, mas dentro dos smartphones que já tive, sem dúvida parece ser bastante competente, mesmo.
Som
No fone de ouvido é muito bom, como em todo smartphone que se preze. Mas no auto falante externo, não gostei não. Muito, mas muito aquém do sonzão que saía dos falantes stéreo do N900. Aquém, até mesmo, do som dos falantes do iPod Touch e, pelo que me lembro, do Touch HD, também. Em suma: achei realmente fraco o falante externo do N1. Ele usa, pelo que entendi, os mesmos falantes da chamada em viva voz, então acho que já dá pra imaginar como fica o negócio. Realmente não gostei. Bola fora do Google, essa séria, na minha opinião
Conclusão
É, sem dúvida, um ótimo aparelho, smartphone top mesmo, merece ser destacado entre os melhores. Mas... se me perguntarem se substitui o N900, pra mim, a resposta é um redondo não. Pode até conviver, e é isso que verei quando o N900 voltar, sei lá quando, mas substituir, acho que não dá. O hardware é matador, a quantidade de apps é monstruosa, mas o sistema ainda está, na minha opinião, alguns degraus abaixo do Maemo. Claro que precisarei de mais tempo pra poder ter certeza dessa afirmação, com um uso diário e pesado do aparelho mas, por enquanto, é isso que esto achando. Agora, com certeza será muito útil, é pra lá de completo, será divertido, enfim, já está no rol dos meus smartphones preferidos. Mas, por enquanto, e isso pode mudar, claro, ainda não conseguiu subir no altar da minha preferência absoluta, onde ainda reina, soberano e inatacado, o N900.
Bem, galera, por enquanto é isso que eu tenho. Perguntas, curiosidades, estou aberto a respondê-las. Agora deixa eu ir dar uma navegada nesse Android Market, que tem alguns apps essenciais para mim que preciso ver se encontro por lá.
Abraço,
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Como sabem, ontem foi meu primeiro dia pesado de trabalho com o N1, abrindo e respondendo emails, com a necessidade de editar alguns documentos e reenviá-los, consultando o Twitter, MSN, ouvindo música - deixei propositalmente o iPod em casa pra testar essa função no N1 - vendo alguns filmes, etc.
Bem, a impressão nítida que ficou, pra mim, é: o Android realmente ainda é, como alguns colegas já disseram aqui no fórum e eu discordei na ocasião, obviamente por ainda não ter dependido somente desse OS, um tanto quanto "verde". Precisa de alguns ajustes importantes antes de ser considerado um sistema realmente bem acabado e realmente à altura, por exemplo, do Maemo, que me parece muito mais bem resolvido e "acabado". Cito alguns exemplos de detalhes que pude perceber, e que corroboram essa minha impressão:
- primeiro, chega a causar incômodo a dependência que o OS tem de aplicativos de terceiros. Incomoda mesmo. Pra navegar com experiência total na internet, todos os amigos são unânimes em apontar um browser de terceiros; para o sistema ler páginas em Flash - problema que narrei ontem - é preciso instalar o Flash Player 10.1; para eu poder acompanhar meu consumo de dados, de novo preciso procurar soft no AndroidMarket; o suporte nativo do Android a vídeos é simplesmente ridículo, de cada 10 vídeos que rodavam tranquilamente no N900, sem qualquer problema ou engasgos, 7 não rodam no N1 (estatística verdadeira, tentei rodar toda a minha biblioteca de 43 vídeos do N900 no N1, e somente 13 rodaram tranquilamente) - ou seja, vou ter de caçar no Google sugestões de players de vídeo decentes e que suportem simples filminhos em .AVI; entre outras coisas menos importantes mas que me chamaram a atenção.
- da mesma forma, me espantei quando percebi que, ao melhor estilo WM, os softs não são fechados quando se sai deles. Eles simplesmente ficam na memória, demandando um processamento desnecessário e consumindo inutilmente carga da bateria. Também já foi resolvido com um programinha chamado Automatic Task Killer, mas, de novo, é algo que no Maemo é básico: poder escolher entre fechar efetivamente um app ou deixá-lo em segundo plano, para usá-lo com o multitarefa.
Isso quanto ao sistema. Quanto ao hardware, realmente é fantástico, em todos os sentidos. O aparelho não travou ou ficou lento nenhuma vez, a transição das telas, bem como abertura dos aplicativos, é sempre muito rápida. Apenas a bateria que eu achei que dura pouco, mas como já tive HTC antes sei que esse é um problema recorrente nos aparelhos da marca. E o falante externo dele que, depois de ontem, simplesmente descartei; melhor pensar que ele não existe, para não passar raiva. Bati fotos, fiz alguns vídeos, todos de muito boa qualidade. Realmente, quanto ao hardware, tenho muitíssimo mais elogios que reclamações.
Agora, uma coisa que realmente me apaixonou nesse aparelho, e aqui é um ponto mais que positivo do Android: a sincronização com o Gmail. Caramba, é igualzinho ao BlackBerry, muito bom mesmo, ele apita primeiro no smartphone e só então aparece no browser do desktop. Contatos e agenda também são sincronizados em tempo real. O N900 tinha sérios problemas para lidar com minha conta do Google, com o Android isso, obviamente, foi resolvido. Realmente demais!
Por enquanto é isso. Estou usando como capinha para ele uma de couro, que o amigo Tito me enviou junto com um antigo Qtek S100, a algum tempo, e tem servido bem. Nem sei mais se ainda vou comprar uma capinha própria pra ele, mesmo.
Qualquer coisa, estamos aí.
Abraço,
Ex-PDA's: HP 95lx - Casio PV-S450 - Palm M130 - Palm Tungsten T3 - Dell Axim x50v - Palm Pilot "turbinado"
Ex-Smartphones: Nokia N-Gage - Motorola MPX220 - Nokia 9500 - Motorola Q - Palm Treo 700wx - Sony Ericsson P910a - Nokia E51 - iPhone 8GB - Nokia N82 - O2 XDA Exec - iPhone 3G 8GB "black" desbloq. com YesSim - iPhone 3G 16GB "black" desbloq. com Gevey3G - HTC TyTN II - BlackBerry 8220 Pearl - iPhone 3G 16GB "white" oficial Claro - Nokia E71 - BlackBerry Bold - HTC Touch HD - iPhone 3G 16GB "black" desbloqueado com ultrasn0w - Motorola Backflip
ATUAL: Sony Vaio VGN-CS320J/Q - Sony Vaio VGN-P730A - Sony PlayStation 3 80GB - Sony PSP-3001 - Amazon Kindle Global Wireless - Sony CyberShot DSC-W100 - Apple iPod Touch 64GB - Nokia N900 - Google Nexus One
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